O primeiro conceito veio à tona em meio aos anos 20, quando a Força Aérea Soviética procurava uma maneira de aliar o poder de fogo do bombardeiro à flexibilidade da aviação de caça. Para satisfazer esta necessidade, surgiram muitos projetos. Contudo, o mais intrigante deles, concebido pelo Birô de Projetos Aeronáuticos Tupolev, foi o Zveno. Este projeto foi o que “voou” mais longe, utilizando o maior bombardeiro daqueles tempos, o massivo TB-3,
e uma combinação de aviões de caça e bombardeiros de mergulho, atracados na fuselagem e asas, para permitir a defesa do próprio bombardeiro contra a aviação de caça inimiga.
Depois de algumas experiências bem sucedidas levando planadores Polikarpov R-1
atachados à “nave-mãe”, o projetista Vladimir Vakhmistrov propôs um novo e radical conceito, que redundaria na insólita primeira configuração de parasitismo aeronáutico.
Já no final dos anos 20, Vakhmistrov persuadiu a então incipiente Força Aérea Soviética que um bombardeiro poderia carregar aviões de caça, que seriam liberados segundo a necessidade, para a sua própria proteção e também para perpetrar ataques ativos contra alvos terrestres. Este desejo de auto-proteção se justificaria quase duas décadas depois, durante a 2ª guerra mundial, quando se presenciou o quanto eram vulneráveis aos ataques da aviação de caça da Lutfwaffe, os bombardeiros B-24 americanos, as fortalezas voadoras.
A primeira destas estranhas combinações se chamou Zveno 1, ou Z-1, carregando um caça I-4 modificado em cada asa.
Os aviões “parasitas” eram colocados em cima de uma rampa de madeira e içados para cima das asas através de cordas. As primeiras tentativas comprovaram o sucesso do projeto, que depois sofreu adaptações para carregar caças maiores, os I-5,
assim, a versão do Zveno passou a se chamar Z-1a.
- ambos os aviões carregados nas asas tinham que ser liberados simultaneamente, para não causar um choque de pressão assimétrica na asa, que viraria o bombardeiro;
- era impossível que os aviões parasitas voltassem, depois de liberados, para a nave-mãe.
Dependendo de onde os aviões-caça fossem lançados, devido à sua pouca autonomia, corriam o risco de pousar em território inimigo.
Para superar tais deficiências, o próximo projeto renunciou aos três aviões, preferindo carregar um só, mas dotado de um engenhoso mecanismo de reiçamento do avião-filho.
Para superar tais deficiências, o próximo projeto renunciou aos três aviões, preferindo carregar um só, mas dotado de um engenhoso mecanismo de reiçamento do avião-filho.
O Zveno Z-5 era dotado de um trapézio de aço, que suportava pendurado um Grigorivich I-Z.
Fonte: The Vakhmistrov Zveno - One of the Strangest Airplanes That Ever Took to the Air.








Nenhum comentário:
Postar um comentário